Resposta rápida: teste de redirecionamento (split test) divide o tráfego entre URLs diferentes — a página atual e uma alternativa hospedada em outro endereço — e mede qual converte mais no mesmo objetivo. É o formato certo quando a mudança é grande demais para ser editada sobre a página atual: redesigns completos, landing pages concorrentes, fluxos alternativos.
Split test ou teste A/B clássico?
No teste A/B clássico, a variante nasce editando a própria página — texto, cor, imagem, seção — e ambos os grupos permanecem na mesma URL. No split test, cada versão vive em seu endereço, e o visitante sorteado para a variante é redirecionado de forma transparente. A regra de bolso: mudou elementos, A/B clássico; mudou a página inteira (estrutura, tecnologia, abordagem), split test. Tentar recriar um redesign inteiro dentro de um editor visual gera variantes frágeis; o split resolve por construção, servindo a página real.
Os três casos de uso clássicos
- Redesign de página: valide a versão nova contra a atual com tráfego real antes de trocar de vez. É o seguro contra o redesign que "parecia melhor" e derrubou a conversão.
- Landing pages concorrentes: duas abordagens de campanha — institucional vs oferta direta, longa vs curta — competindo pela mesma verba de mídia. O tráfego decide qual custo por conversão é menor.
- Fluxos alternativos: um funil com etapas diferentes hospedado em outra rota — checkout em uma página vs três, wizard vs formulário único.
Como montar um split test correto
1. As duas URLs precisam medir o mesmo objetivo, instrumentado do mesmo jeito — sem isso a comparação é fantasia. 2. A divisão de tráfego é definida na ferramenta (50/50 é o padrão; mudanças arriscadas podem começar 90/10). 3. O redirecionamento deve ser rápido e imperceptível; o visitante não deve "ver" a troca. 4. Cada usuário fica preso à sua versão durante todo o teste — quem viu B continua vendo B ao voltar. 5. Campanhas e parâmetros de origem devem se preservar no redirecionamento, ou a atribuição de mídia quebra.
Cuidados específicos do formato
- SEO: use o padrão documentado pelos buscadores para testes — redirecionamento temporário e tag canonical da variante apontando para a original. Detalhes em Testes A/B e SEO.
- Analytics: confirme que as duas URLs entram nos mesmos relatórios e funis; uma variante fora do plano de tags aparece como "queda misteriosa" de tráfego.
- Paridade de conteúdo essencial: preço, estoque e políticas devem ser idênticos — o teste compara experiências, não ofertas diferentes por acidente.
Lendo o resultado
A estatística é a mesma de qualquer experimento: amostra calculada antes (calculadora), ciclos completos de semana, decisão pela probabilidade de a variante ser melhor. Como as mudanças em split tests são grandes, os efeitos tendem a ser maiores — e amostras menores bastam. É o formato mais amigável para sites de tráfego moderado testarem coisas ambiciosas.
Perguntas frequentes
O visitante percebe o redirecionamento? Com implementação correta, não — a troca acontece antes da renderização perceptível.
Posso testar três páginas? Sim (A/B/n entre URLs). Cada versão adicional divide o tráfego e alonga o teste.
O split test serve para testar preço? Tecnicamente sim, mas preço diferente para públicos idênticos tem implicações comerciais e de confiança que vão além do CRO. Trate com política clara.
Conheça o formato na prática em Teste de Redirecionamento da GoAB.