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Como metrificar um teste

Defina a métrica principal, escolha o tipo de captura e acompanhe métricas secundárias sem enviesar a decisão.

O que é metrificar um teste

Metrificar é definir o que conta como sucesso no experimento. A etapa "Insira o sucesso do teste" pede uma métrica principal obrigatória e permite acompanhar métricas secundárias opcionais. Sem uma métrica bem definida, não há como declarar uma variante vencedora — a plataforma precisa saber exatamente qual comportamento medir.

Etapa de métricas — métrica principal obrigatória e secundárias opcionais
Etapa de métricas — métrica principal obrigatória e secundárias opcionais

Métrica principal

É a métrica que decide o teste. Só existe uma, é obrigatória, e é ela que a análise estatística usa para apontar a vencedora. Escolha a ação que está mais próxima do valor real para o negócio dentro do escopo do que você mudou.

  • Nome da Métrica — campo obrigatório e livre. Use um nome que a equipe reconheça meses depois: "Compra concluída", "Lead do formulário de contato", "Clique no CTA do herói".
  • Tipo da Métrica — como o evento será capturado (as quatro opções estão descritas abaixo).
  • Regra prática: se a mudança é no checkout, meça a compra; se é numa landing de topo, meça o lead. Medir algo distante demais da alteração dilui o efeito e exige muito mais amostra.

Métricas secundárias (opcional)

Servem para entender o que aconteceu além do resultado principal — não para decidir o teste. Clique em + Adicionar métrica secundária para criar quantas precisar; cada uma vira um card ("Nova Métrica Secundária 1") com nome, tipo e um selo Incompleta enquanto faltar preencher algo. O ícone de lixeira remove o card e a seta recolhe.

Card de métrica secundária com o selo Incompleta
Card de métrica secundária com o selo Incompleta
Os mesmos tipos ficam disponíveis nas secundárias
Os mesmos tipos ficam disponíveis nas secundárias
  • Métricas de contexto — explicam o caminho até a conversão: cliques no CTA, visualizações da página de produto, adições ao carrinho.
  • Métricas de guarda — protegem contra efeitos colaterais: uma variante pode aumentar cliques e derrubar a receita, ou aumentar pedidos e reduzir o ticket médio.
  • Os tipos disponíveis são os mesmos da métrica principal.
  • Cuidado com o excesso: quanto mais métricas você observa, maior a chance de encontrar uma "vitória" que é apenas ruído. Três a cinco secundárias costumam bastar.

Tipo 1 · Evento DataLayer

Captura eventos específicos definidos no dataLayer — a camada de dados usada pelo Google Tag Manager. É a opção mais comum em operações que já têm o GTM configurado, porque aproveita a marcação existente.

Os quatro tipos de métrica disponíveis
Os quatro tipos de métrica disponíveis
Evento DataLayer — chave, condição, valor e tipo de metrificação
Evento DataLayer — chave, condição, valor e tipo de metrificação
  • Evento (Chave) — a chave a observar, normalmente event.
  • Condição — o operador de comparação (Igual à).
  • Evento (Valor) — o valor esperado, ex.: purchase, add_to_cart, generate_lead.
  • + Adicionar parâmetro — refina a captura com parâmetros do evento (ex.: só compras de uma categoria específica).

Tipo de metrificação: contagem, soma e média

Disponível no Evento DataLayer, define como o evento vira número. É a diferença entre medir quantidade e medir valor.

  • Contagem de Evento (padrão) — conta quantas vezes o evento ocorreu. Use para conversões binárias: comprou, cadastrou, clicou.
  • Soma de valor — soma o valor associado ao evento. É o que responde "qual variante gerou mais receita?", e não apenas "qual gerou mais pedidos".
  • Média de valor — calcula a média por ocorrência. Ideal para ticket médio: revela se uma variante vende mais barato em maior volume.
  • Um padrão útil: métrica principal em Contagem (taxa de conversão) e secundárias em Soma e Média (receita e ticket médio).

Tipo 2 · Evento Pageview

Captura a visualização de uma página. É a forma mais simples de medir sucesso quando a conversão termina numa URL específica — a clássica página de obrigado.

Evento Pageview — condição e URL de conversão
Evento Pageview — condição e URL de conversão
  • Condição — o operador (Igual à).
  • URL — o endereço que caracteriza a conversão, ex.: a página de confirmação do pedido ou /obrigado.
  • Vantagem: não exige nenhuma marcação nova no site.
  • Atenção: se a URL de sucesso puder ser acessada diretamente ou recarregada, o número pode inflar.

Tipo 3 · Evento HTML

Captura interações diretamente com elementos da página, sem depender de dataLayer ou de eventos programados. Ótimo para medir cliques em botões e links específicos.

Evento HTML — evento e seletor CSS do elemento
Evento HTML — evento e seletor CSS do elemento
Clique ou Visualização do elemento
Clique ou Visualização do elemento
  • Evento — Clique (o usuário clicou no elemento) ou Visualização (o elemento apareceu na tela).
  • Selector — o seletor CSS do elemento, ex.: #btn-comprar ou .cta-principal.
  • Use "Visualização" para medir se um bloco chegou a ser visto — útil quando a hipótese é sobre posição de um elemento na página.
  • Dica: prefira seletores estáveis (id ou classe própria) a caminhos longos, que quebram quando o layout muda.

Tipo 4 · Evento Customizado

Captura eventos customizados já implementados pelo seu time. Informe a Condição e o Parâmetro (ex.: purchase). É a saída para conversões que não se encaixam nos três tipos anteriores — integrações próprias, eventos de back-end enviados ao front, fluxos específicos da sua operação.

Evento Customizado — condição e parâmetro
Evento Customizado — condição e parâmetro

Como escolher a métrica certa

A métrica principal precisa ser sensível à mudança e relevante para o negócio ao mesmo tempo.

  • Sensível: se você mudou o botão do herói, a receita total pode nem se mexer — o clique no CTA responde mais rápido, mas diz menos sobre o negócio.
  • Relevante: cliques no CTA sozinhos não pagam a conta; a compra sim.
  • O equilíbrio: use a conversão mais próxima do dinheiro que a mudança consiga movimentar com o tráfego que você tem, e coloque as intermediárias como secundárias.
  • Verifique o volume antes: uma métrica que acontece poucas vezes por dia exigirá meses de teste. Consulte a calculadora de tamanho de amostra.
  • Nunca troque a métrica principal com o teste rodando. Escolher a métrica depois de ver os dados invalida a análise estatística.

Checklist antes de continuar

  • A métrica principal tem nome claro e tipo definido.
  • O evento realmente dispara no site — teste antes de publicar o experimento.
  • O tipo de metrificação (contagem, soma ou média) corresponde à pergunta que você quer responder.
  • As métricas secundárias incluem pelo menos uma métrica de guarda (receita ou ticket médio).
  • Nenhum card secundário está com o selo Incompleta.
Dúvidas ou sugestões?Fale com o suporte: suporte@goab.io
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